Arquivo para Outubro, 2007

O Frango Escravo – birdwatching bizarro

Muito tempo atrás visitei este site e me recordo de matar horas de trabalho com isso. Tá bom, não é muito saudável mas fazer o que, o frango faz tudo que agente manda? É incrível!

Convido você a mandar seu comentário com as mais loucas ações que ele fez.

Das minhas preferidas estão:

  • dance like Michael Jackson
  • fly away (tem mais de uma versão)
  • break your leg
  • climb
  • turn off the lights
  • go away
  • pee
  • sex (claro, mas é legal)
  • play guitar
  • play sax

Parece que é infinito. Muito engraçado.

http://www.subservientchicken.com/

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Gaivota cleptomaníaca

Recebi a mensagem de um amigo.

Como ele bem comentou, alteramos completamente o planeta e tudo que nele há, só resta aos demais seres vivos se adaptarem também à nossa “civilização”!

Gaivota Cleptoman�acaUma gaivota na Escócia desenvolveu o hábito de roubar salgadinhos de uma loja.
Ela espera o atendente se distrair, entra na loja e agarra um pacotinho de “Doritos Queijo”. Lá fora, o pacote é rasgado e ela divide com os outros pássaros. Pelo menos o animal é mais solidário, se ele fosse tão “desenvolvido” quanto nós, acumularia muitos salgadinhos e trocaria por favores das outras aves.
O episódio começou no início do mês quando ela entrou pela primeira vez na loja em Aberdeen, Escócia. Desde então, ela é um “cliente” assíduo. Sempre pega o mesmo tipo de salgadinho. Os clientes começaram a pagar pelos pacotinhos roubados por acharem o fato muito engraçado. 
Prestem atenção na diferença na velocidade dela quando entra na loja e depois quando sai, já com o butim.

Hilário.

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Sir Dalgas Frisch

Dia desses tive o (des)prazer de conhecer pessoalmente o lendário Dalgas Frisch.

Foi um encontro inusitado. Trabalho em uma distribuidora de livros e a despeito de suas publicações ele nos visitou. Meu chefe sabe de minha ávida paixão pelas aves e logo telefonou-me. “Eric, dê um pulo aqui na minha sala”.Conheço Dalgas. Li sua biografia, tenho seu guia, tenho seu famoso disco onde registrou o canto do uirapuru.
Meu avô me falava de Dalgas, minha mãe me falava de Dalgas. Há muito também sei da rixa dos biólogos e ornitólogos com ele. Todos meus amigos respeitados estudiosos das aves sempre o tratam com desdém e com ironia. Eu ainda o via com respeito e um ar de heroísmo. Até esta semana.Ao entrar na sala fui apresentado ao senhor Dalgas como um amante das aves. Ele estava preocupado em mostrar o relógio para meu chefe, não me deu atenção. Me sentei para contemplar o mito, esperava ouvir um pouco sobre suas aventuras no pantanal, seus registros emocionantes, ou qualquer coisa. Um distinto senhor, alto, olhos claros dignos do nome estrangeiro. Nem mesmo ouviu meu nome, começou a contar a burocracia e a dificuldade de se importar legalmente os relógios da china. Mergulhado em escabrosos palavrões, daqueles que nem mesmo o Ari Toledo falaria, começou uma narrativa desconexa que misturava sua biografia, politicagem, mulheres, vantagens, auto-estima … e as aves? Não, não se fala de aves, fala-se de negócios.
A impressão que me passou é que há muito tempo, desde 63 quando registrou o Uirapuru, este homem perdeu o passional brilho nos olhos característicos dos amantes da natureza. Só Deus sabe o que ele passou para acontecer isso no alto de seus mais de 80 anos. Contou histórias hilárias. Passei a contemplar, junto com meu chefe, o momento mais memorável da visita de um fornecedor à nossa empresa.

Era um Forrest Gump sem escrúpulos. Então relaxei, foram horas de risadas. Contou como conseguiu que o Sabiá Laranjeira fosse eleito o símbolo do país, usando de politicagem e sacanagem, como deu uma pena de Uirapuru ao Papa para que ele tivesse virilidade e filho varão (essa foi ótima) e como dormiu com várias garotas usando a medalhinha do vaticano por sobre elas enquanto ironizava o Papa. Contou como “conheceu” princesas européias e como entrou de penetra numa festa da rainha da Inglaterra, tudo sob a alcunha de desbravador da natureza. Rimos, rimos, rimos muito e empresa inteira ouviu suas histórias, ele fala muito alto. Quando se referia as aves ele usava um palavrão. E eu abaixava a cabeça.

Frish nem mesmo perguntou como eu, um pobre mortal, comecei meu amor pelas aves. Naquele dia, o mito do Sir Dalgas se tornou “um véinho gagá”. Sob a ótica escrachada e quase pornográfica do sujeito de sua própria biografia, todas honrarias e méritos se tornaram barganhas. Certamente seus feitos pela natureza continuam sendo importantíssimos, eu sou quase fruto desse trabalho mas confesso que após a saída de Dalgas daquela sala, a frase de um amigo ornitólogo ecoou em minha mente. “Cuidado com os conselhos de Frisch”. Ele deve conhecê-lo melhor que eu.

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A lei da selva

Constantemente me deparo com situaçoes que me deixam impotentes. Em minha última visita à São Francisco (SP) para visitar familiares aproveitei, como sempre faço, e fui passarinhar por aquelas bandas que revelam impressionante biodiversidade, principalmente na avifauna. Todos sabem que eu sou o esquisito, o Gonzo, aquele que acorda as 6:00 da manhã para andar no mato e fotografar passarinhos. Como é uma cidade muito, mas muito pequena, meus trajes de “aventureiro” sempre chamam a atenção. Mas também sou muito bem recebido quando “invado” uma propriedade ou peço permissão para entrar e fotografar uma ou outra ave que por lá esteja passando.

Nas conversas é comum todos contarem “causos” e demonstram os conhecimentos sobre as aves da região. Triste é saber que os Papagaios, Jandaias e Araras tão abundantes estão sendo cruelmente ceifados pela ação de traficantes que desde os ovos, já marcam os ninhos para pegarem os filhotes quando nascem. Eu mesmo vi 2 exemplos de filhotes que foram pegos em seus berços. Por lá, matam-se gaviões Carcarás e Caboclos pois eles comem pintinhos e patinhos. É a lei da selva. Vencem os mais fortes. Cruel é saber que se matam Urutaus por serem alvos estáticos e fáceis de se acertar com um tiro. Cruel é olhar para a foto acima postada num grupo de amantes de aves do qual participo. Morte por prazer, sem explicação.

Certa vez disse Leonardo da Vinci: “Chegará o dia em que o homem conhecerá o íntimo dos animais, e neste dia um crime contra um animal será considerado um crime contra a própria humanidade”.

Infelizmente parece que este dia está bem longe ainda.

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Fotos do Parque Ecológico do Tietê

CurutiéSou frequentador assíduo do Parque Ecológico do Tietê. Por lá encontram-se lindas aves que desfilam nas trilhas entalhadas num fragmento de mata atlântica e por um castigado rio Tietê que mesmo ofegante sopra um fôlego de oxigênio em meio à rodovia.

O mais legal de lá, é que podemos encontrar raras aves migratórias.
Cedi algumas das minhas fotos, como esta ao lado, para colaborar com o site de divulgação do parque. Vale a pena visitá-lo.

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Sanhaço na Argentina

Essa foto eu tirei no sítio da família na cidade de Piraju – SP, onde meus pais moram.

Ela foi publicada em um catálogo na Argentina. Minha primeira publicação oficial. É um sanhaço cinzento. Pássaro muito comum na zona urbana de São Paulo e endêmico do bioma de mata atlântica. Na época de reprodução, sua coloração azulada fica mais evidente. Coloque frutas na sua casa que certamente verá um sanhaço por aí.

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